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Níveis de proteína em obesos com asma: entenda por que essa relação merece atenção

Um estudo publicado no Journal of Allergy and Clinical Immunology compraou os níveis da proterína SP-A em pessoas asmáticas magras, com sobrepeso e em obesos, e descobriu que indivíduos obesos tinham significativamente menos proteína.

O QUE É SP-A?

É uma molécula grande, em forma de buquê chamada proteína de surfactante A, ou SP-A.

Ela é uma potência de uma proteína que ajuda a proteger os pulmões dos problemas ambientais, como a poluição do ar. Ela também é responsável por regular o número e a localização de glóbulos brancos que combatem a doença, chamados eosinófilos.

Sem SP-A necessária no organismo, os pacientes acabam sofrendo problemas respiratórios, pois os eosinófilos se acumulam nos pulmões e causam estragos. Isso pode explicar por que os pacientes obesos com asma têm sintomas mais difíceis de tratar do que asmáticos magros ou com sobrepeso, de acordo com estudo.

SOBRE A PESQUISA

A Pesquisa intitulada “Obese asthmatic patients have decreased surfactant protein A levels: Mechanisms and implications”, (em português “Pacientes obesos com asma têm níveis de proteína A de surfactante diminuídos: mecanismos e implicações”) começou em 2010 quando Julie Ledford era pós-doutoranda na Duke University e Dra. Monica Kraft era chefe de medicina de cuidados intensivos e pulmonares. Além delas, a pesquisa inclui os pesquisadores Dave Francisco, Kenneth Addison, Akarsh Manne e William Pederson.

Naquela época, os níveis de SP-A em pacientes asmáticos eram relativamente bem estudados, mas pouco compreendidos. A literatura não foi conclusiva. Algumas pesquisas mostraram que os pacientes asmáticos têm mais SP-A do que indivíduos saudáveis, outros achavam que eles tinham menos, e ainda outros achavam que tinham a mesma quantidade. Usando cerca de 50 amostras dos pacientes de médicos, incluindo os das Dras. Kraft e Ledford.

Giorgio Baretta - Níveis de proteína em obesos com asma 2 - Blog - 20170724

O RESULTADO

Uma amostra com 55 pacientes mostra que o SP-A é responsável por combater agentes patogênicos, como, por exemplo, infecção pulmonar. Isso mostra que alguém com menos SP-A estaria em maior risco de complicações.

“Esses resultados são uma abertura para os olhos, na medida em que estamos descobrindo potencialmente por que os pacientes obesos com asma também não respondem aos tratamentos iguais a outros pacientes asmáticos. Isso pode ser devido à falta dessa proteína imunorreguladora importante”, disse Ledford.

Segundo o estudo, os asmáticos obesos aumentaram os níveis de TNF-alfa, o que, em parte, leva à diminuição da secreção de SP-A. Posteriormente, esses indivíduos melhoraram a eosinofili.

Ledford e Kraft agora estão trabalhando para entender melhor quais fatores, além do TNF-a, podem levar à diminuição dos níveis de SP-A. Elas também mostraram seus interesses em estudar níveis de SP-A em pacientes bariátricos, antes e depois de suas cirurgias.

Este texto foi traduzido de: Bariatric News

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